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Confiança do setor da construção avança e atinge maior nível desde de Janeiro de 2015

Publicado em 2018-01-26
O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,5 ponto em janeiro de 2018, para 82,6 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (85,4 pontos).Os dados foram apresentados na manhã desta sexta-feira, 26 de Janeiro de 2018. “A alta da confiança dos empresários da Construção em janeiro pode ser vista como uma promissora indicação do desempenho setorial nos próximos meses. Ela traz indícios, por exempo, de retomada da atividade nos últimos meses. Mas é especialmente a evolução do indicador de emprego previsto que traduz bem a melhora do ambiente setorial presente e o avanço do otimismo em relação ao futuro. Por outro lado, para deixar claro que a retomada continua lenta, o indicador que capta a percepção em relação à carteira de contratos caiu na comparação com o mês anterior e está a poucos pontos de distância do patamar observado no ano passado”, destacou, Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE. O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor subiu 2,2 pontos percentuais (p.p.), atingindo 66,2%. Os indicadores desagregados para Mão de Obra e Máquinas e Equipamentos também subiram: 2,2 p.p. e 1,9 ponto percentual, respectivamente. O aumento da confiança na recuperação da demanda setorial deve começar a se refletir positivamente no emprego. Pelo menos é o que sugere a Sondagem de janeiro. A proporção de empresas relatando diminuição do quadro de pessoal nos meses seguintes passou de 26,2%, em dezembro, para 18,8%, em janeiro; enquanto isso, a parcela das que reportaram projeção de aumento passou de 14,2% para 18,3%. Assim, o saldo chegou ao melhor patamar desde agosto de 2014 (2,8 pontos). “Por ser um setor tão intensivo em mão de obra, este é um sinal inequívoco de melhora do ambiente de negócios das empresas” observou, Ana Castelo.

Construção vai aumentar 3% ao ano até 2018

Publicado em 2017-07-07
“No curto prazo as previsões apontam para uma retoma da actividade, de forma que nos anos 2017-2018 é esperada uma variação média anual do valor da produção de aproximadamente 3%”, conclui o estudo sectores “Construção”, publicado pela Informa D&B. Segundo o trabalho, o valor da produção no sector da construção “caiu em 2016, prolongando a quebra do período 2008-2015”, tendo-se nesse ano situado em 10.742 milhões de euros, “o que representou uma queda de 3,3% em relação a 2015 e contrasta com o valor de cerca de 20.148 milhões de euros em 2008”. Por segmentos, no ano passado o valor da produção de edificação residencial cresceu 5%, enquanto o da edificação não residencial e o da engenharia civil registaram quedas de 1,7% e 8%, respectivamente. De acordo com o estudo, em Abril de 2017 operavam em Portugal cerca de 51.200 empresas de construção, mais 4.200 do que em Dezembro de 2015. Das 21.245 empresas com alvará só 7% estão habilitadas a assumir empreitadas de valor superior a 1,3 milhões de euros. O número de sociedades com certificado de empreiteiro situou-se em 29.950, mais 1,1% do que em Abril de 2016, enquanto o número de empresas com alvará diminuiu 0,6% no mesmo período, para 21.245. Por regiões, os distritos de Lisboa e Porto concentram 19,3% e 14,6%, respectivamente, das empresas com alvará, destacando-se também Braga (8,9%), Leiria (7%), Setúbal (6,3%), Aveiro (6%), Faro (5,9%), Viseu (4,8%) e Santarém (4,7%). O trabalho da Informa D&B refere que metade dos operadores titulares de alvará estavam habilitados em Abril de 2017 para realizar empreitadas com um valor máximo de 166.000 euros e apenas 7% estavam habilitados a assumir empreitadas de um valor superior a 1,3 milhões de euros.

A “guerra” dos spreads baixos no crédito à habitação continua ao rubro

Publicado em 2017-04-12
Está ao rubro a guerra dos spreads no crédito à habitação. Os portugueses, que optam tradicionalmente por comprar casa em vez de arrendar, estão a “ter a ajuda” da banca para avançarem com a decisão de pedir financiamento para a aquisição de casa. Os bancos, por seu turno, têm vindo a baixar os spreads cobrados ao longo do tempo. Agora foi a vez do Novo Banco e do BPI reduzirem esta taxa nos últimos dias. Segundo o Jornal de Negócios, o spread médio baixou para 1,5%, isto depois do Novo Banco e do BPI terem decidido descer a margem de lucro cobrada nos novos contratos de crédito à habitação. Recentemente, em março, o Santander igualou o spread do Bankinter, que detinha o valor mais baixo do mercado (1,25% para clientes “normais”).